Acessibilidade para idosos: vamos mudar nossa realidade?

06.06.2018
Acessibilidade para idosos

No dicionário, a definição de acessibilidade é a seguinte: “qualidade do que é acessível e do que tem acesso”. Isso significa a possibilidade de utilização de espaços públicos ou coletivos com segurança para todos.

Então por que sempre que pensamos sobre este tema, relacionamos a palavra apenas a pessoas portadoras de algum tipo de deficiência física?

O termo, na verdade, engloba muito mais significados.

Ele diz respeito também a uma parcela da população que inclui pessoas com mobilidade reduzida, como gestantes, aqueles que acabaram de passar por procedimentos cirúrgicos e, principalmente, idosos. E, por se tratar de um grupo cada vez mais amplo, devido especialmente ao envelhecimento da população e ao aumento da expectativa de vida, debater a acessibilidade para idosos é essencial para a nossa sociedade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o Brasil será um dos países com o maior número de idosos do mundo. Enquanto o número vai duplicar em outros países, por aqui ele deverá triplicar.

Diante disso, questionamentos sobre a qualidade de vida da população da terceira idade e a necessidade de melhorias na acessibilidade para idosos têm ganhado mais espaço no dia a dia dos brasileiros. Mas será que só isso é o suficiente?

Os principais problemas da acessibilidade urbana para idosos e pessoas com mobilidade reduzida

A acessibilidade para idosos tem gerado inúmeros debates, mas na prática ela ainda é bastante problemática.

A falta de conhecimento, somado a certo preconceito social sobre a causa, ainda assola grande parte da população. E não só isso: ela também afeta a execução de políticas públicas e privadas desse âmbito.

Pouca gente sabe, por exemplo, que um projeto arquitetônico planejado adequadamente às condições de acessibilidade para idosos ou pessoas com mobilidade reduzida tem acréscimo de apenas 1% no valor final da obra em construção. Por outro lado, a adaptação de espaços existentes chega a alcançar 25%.

Mesmo assim, nos espaços públicos – e inclusive aqueles que foram construídos ou reformados recentemente – é quase impossível encontrar ruas e calçadas que tenham acessibilidade adequada para idosos e nas quais seja possível andar tranquilamente.

Asfalto quebrado, buracos e objetos no meio do caminho, como postes mal colocados, dificultam o trânsito das pessoas e são apenas o início do problema.

Dentro dos espaços privados há também muitos lugares que não são adequados às medidas do padrão Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), responsável por  regularizar e padronizar diversas áreas de convívio social. São essas normas que deveriam tornar o espaço acessível a todos.

Sem a correta adaptação para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, um simples ato como utilizar o banheiro, por exemplo, pode se tornar um transtorno. E os fatores são os mais diversos, entre eles:

  • Tamanho reduzido da porta, que dificulta a entrada de uma cadeira de rodas ou de um acompanhante que conduza a pessoa pelo braço, por exemplo;
  • Falta de estrutura adequada no espaço interno, com colocação de barras de suporte próximas ao vaso sanitário;
  • Piso escorregadio.

As dificuldades de acessibilidade para idosos no transporte público

Além das dificuldades mencionadas acima, os idosos ainda precisam lidar com mais um desafio quando o assunto é acessibilidade: a má qualidade de transporte público para pessoas acima de 60 anos, que têm limitações de locomoção.

Apesar de oferecerem algumas alternativas, como assentos preferenciais nos ônibus e bancos em áreas comuns reservados para a terceira idade, a garantia de acessibilidade para idosos no transporte público ainda é precária no Brasil: poucos veículos são adaptados com rampas de acesso ou mesmo plataformas retráteis, obrigando o idoso a realizar um esforço muito grande para embarcar.

Tudo isso restringe a capacidade do idoso de se distrair e se divertir, algo bastante importante nesta faixa etária e apontado como um dos fatores cruciais para um envelhecimento mais saudável. A alternativa acaba sendo optar por comprar particulares adaptados, que nem sempre são acessíveis financeiramente para as famílias.

É por isso que a Essence criou um serviço de transporte e cuidado humanizado, que oferece mais mobilidade, segurança e acessibilidade para os idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Com motoristas-cuidadores devidamente capacitados, o transporte para tratamentos de saúde ou outros compromissos é feito com toda a segurança e atenção que idoso merece.

Além disso, nossos veículos totalmente são totalmente adaptados com plataformas elevatórias e câmeras de vídeo dentro dos veículos, para acompanhamento dos familiares.

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As adaptações para os idosos dentro de casa

Não basta exigir maior acessibilidade para idosos nos espaços públicos e não garantir o mesmo dentro de casa, certo? A adaptação do lar também é essencial para assegurar a qualidade de vida dos idosos.

Alguns poucos detalhes podem fazer toda a diferença na saúde física e emocional da terceira idade, uma vez que, com pequenas mudanças, o espaço pode ser completamente aproveitado. Muitas vezes, situações simples do dia a dia, como tomar um banho, andar pela casa e até cozinhar, podem se tornar complicadas e perigosas nessa fase da vida.

Poder transitar sem preocupações e com mais segurança aumenta a acessibilidade do idoso, que acaba tendo mais liberdade e se sentindo mais livre. Veja algumas dicas do que fazer em cada cômodo da casa para melhorar a situação:

 

  • Quarto: detalhes como camas mais baixas, com interruptores próximos, armários com portas leves, cabides baixos e um telefone na mesinha de cabeceira são importantíssimos. E não esqueça de evitar pisos escorregadios e fios soltos pela casa!
  • Banheiro: o ideal é que sejam instaladas barras de segurança na pia e na área do vaso sanitário. Também são recomendados pisos antiderrapantes e box com largura mínima de 80 centímetros e desnível máximo de 1,5 centímetros em relação ao piso.
  • Cozinha: a bancada deve estar localizada na altura da cintura, e a pia deve ter torneiras de fácil abertura. O fogão, por sua vez, idealmente deve contar com desligamento automático, caso a chama apague e a pessoa não perceba.
  • Ambiente externo: fora de casa, é também recomendado a colocação de pisos ásperos e marcações no chão, prevenindo escorregões e quedas.

 

Ainda há muito a ser feito no Brasil para melhorar a acessibilidade dos idosos, mas uma coisa é certa: não podemos ficar de braços cruzados esperando que tudo se resolva.

Por isso, busque fazer as adaptações necessárias nos espaços ao seu alcance e não se esqueça de cobrar de nossos representantes políticos medidas para garantir o acesso da terceira idade ao convívio social. Estamos juntos com você nessa luta!

E temos uma dica final para você que mora em Pernambuco ou pretende visitar o estado: preparamos um Guia listando os Melhores Programas para Idosos em Recife, que você pode acessar gratuitamente clicando aqui. Depois conte para a gente o que você achou!

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