Cuidados necessários com as pessoas com Alzheimer

13.09.2019

A doença de Alzheimer atinge mais de 30 milhões de pessoas no mundo. A maior parte delas possui mais de 60 anos de idade quando diagnosticadas.

Ela é um tipo de demência que compromete a memória, o pensamento e o comportamento. A doença de Alzheimer é degenerativa, ou seja, causa a perda progressiva de células neurais. Ainda não existe cura para o Alzheimer, mas a medicina já avançou em medicamentos capazes de retardar a evolução da doença.

É preciso ter muita paciência com o paciente principalmente nos estágios mais avançados. Existem três estágios: inicial, moderado e avançado. No estágio inicial os principais desafios estão relacionados ao impacto da notícia, à aceitação do diagnóstico e escolha do tratamento.

No estágio moderado é preciso garantir a segurança física, emocional e financeira do paciente. Considerar também a necessidade de um cuidador em tempo integral e modificar as formas de se relacionar com o idoso.

E no estágio avançado é preciso disponibilizar cuidados intensivos e constantes. Além disso, é importante buscar alternativas de comunicação, interação e manifestações de afeto.

Quem convive com um parente com a doença de Alzheimer sabe como é importante que o carinho e o amor estejam presentes no dia-a-dia. Esses cuidados contribuem para a qualidade de vida do paciente.

A perda de memória

A perda de memória é uma das principais características da doença. Muitas vezes o idoso se esquece de acontecimentos importantes e faz perguntas, aparentemente, sem propósito.

Nesse momento a família pode ficar sem saber como agir nesses momentos, isso é comum. E para saber como agir é preciso considerar o grau de comprometimento cognitivo e da memória. Se for na fase inicial, a verdade pode ser dita e tentar, juntos, relembrar os acontecimentos.

Ao fazer isso é preciso avaliar a reação da pessoa. Se gerar situações de estresse ou sofrimento, é melhor não insistir e evitar o assunto nas próximas vezes. É comum também que os pacientes criem histórias em sua mente, e acreditem que foram verdadeiras. E a decisão sobre falar ou não sobre isso deve seguir a mesma indicação da falta de memória.

A escolha de contar ou não sobre a doença para o paciente cabe à família, contudo os profissionais de saúde podem auxiliar nessa decisão. Se a escolha for sobre contar, é importante que seja feito no estágio inicial para que ele tenha capacidade de assimilar as informações.

Cuidados para lidar com a doença de Alzheimer

No estágio inicial, quando os sintomas ainda são leves, algumas medidas comportamentais podem ajudar a amenizar as dificuldades:

  • Fazer passeios para aumentar a socialização;
  • Realizar encontros familiares;
  • Praticar exercícios físicos dentro de suas capacidades;
  • Reduzir as opções de escolha para apenas duas (duas sobremesas, ou dois lugares, etc);
  • Manter sempre indicativos da hora, como relógios e janelas abertas. Assim ele manter a noção de dia e noite;

 Os medicamentos podem ser necessários para que o paciente se torne mais sociável.

Com o progresso da doença é comum que o idoso com Alzheimer perca controle das atividades básicas. Portanto, não repreenda a pessoa por situações como urinar na roupa. Diga que qualquer um pode sofrer esse tipo de acidente e conforte sobre a situação.

Dicas para ajudar as pessoas com a doença de Alzheimer

  1. Estimule o cérebro:  Jogos que exigem o raciocínio são ótimos para estimular o cérebro e as funções cognitivas. Quebra-cabeça, palavras-cruzadas, jogos de lógica certamente são bons exemplos. Olhar álbuns antigos de fotografia também é uma boa prática para estimular a memória e passar um tempo juntos.
  2. Deixe o ambiente seguro: é importante adaptar a casa em que mora uma pessoa com a doença de Alzheimer para deixa-la mais segura. Portanto, retire tapetes, instale barras de apoio e preocupe-se em deixar alguns objetos essenciais sempre à mão.
  3. Cuidado com a alimentação: é comum que o paciente de Alzheimer não tenha vontade de se alimentar. Ele pode rejeitar alimentos, sentir preguiça e até querer comer apenas besteiras. Tenha paciência e transforme o momento em divertimento, como se fosse com uma criança. Verifique com o médico a dieta alimentar ideal.
  4. Converse sobre a vida: mantenha a conversa viva entre vocês. Se o idoso parar de falar puxe assunto. Não precisa ser muito elaborada a conversa. Tente se lembrar de algum parente distante, algum personagem de novela ou até mesmo falem de trivialidades.

Com esses cuidados a qualidade de vida da pessoa com Alzheimer será muito melhor e a convivência com a família também.

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