Autonomia do idoso: como preservar e estimular diariamente

20.06.2018
Autonomia do idoso

É comum que os adultos associem o processo de envelhecimento à teimosia: não raro, os idosos são comparados às crianças, tanto pelas limitações que vão adquirindo com o passar dos anos, quanto pela obstinação que, por vezes, começam a ser apresentadas de forma mais acentuada.

Mas essa visão, compartilhada principalmente pelos familiares, contribui para que eles não sejam mais vistos como indivíduos com vontades e opiniões próprias, desrespeitando, assim, a autonomia do idoso e sua capacidade enquanto pessoa.

O que é interpretado como teimosia e relutância nada mais é do que o resultado de décadas de experiência, que geram convicções firmes e vontades mais definidas. Isso, muitas vezes gera uma “bola de neve”, já que, sabendo que serão julgados como “teimosos” pelos familiares, as pessoas da terceira idade passam a ter uma postura cada vez mais inflexível.

E não há por que limitar isso ou tratar como incapazes: a autonomia dos idosos deve ser estimulada e preservada diariamente. Dessa forma, a qualidade de vida dessa parte tão especial da população pode ser mantida, e as relações familiares conseguem ser sustentadas com equilíbrio.

Continue nos acompanhando para saber como seguir esse caminho!

Autonomia do idoso, tomada de decisão e envelhecimento

O envelhecimento não necessariamente afeta a capacidade de tomada de decisões dos idosos – e é que reside sua autonomia, embora as famílias tenham dificuldade de compreender isso.

Se o idoso ainda tem a competência para tomar decisões, mas já não pode mais executar certas tarefas decorrentes delas, cabe aos que estão ao seu redor procurar respeitá-las e, se for o caso, cumpri-las.

Um exemplo é a possibilidade de o idoso, ciente de que talvez chegue determinado momento em que não esteja mais apto para fazer algumas escolhas, expressar suas preferências e inclusive indicar um procurador. Este, quando necessário, tomará as decisões em seu nome.

Assim, tanto a autonomia do idoso quanto seus desejos são respeitados, e a família evita um desgaste interno.

E, entre outras coisas, é necessário que ambos dialoguem de antemão para que seja mantido um entendimento claro e que as famílias sejam recordadas de que o idoso também preza por assumir certas responsabilidades.

Qual a diferença entre autonomia e independência do idoso?

Mas qual exatamente é a linha entre a autonomia do idoso e a sua independência, considerando as limitações da idade?

A autonomia, como falado anteriormente, diz respeito à capacidade do idoso de tomar decisões. A independência, por sua vez, está mais relacionada a um efeito prático: significa dizer que seria a condição de capacidade em realizar atividades do dia a dia sem o auxílio de terceiros ou com uma interferência mínima destes.

Enquanto a primeira concerne à aptidão mental, a segunda está associada às habilidades físicas. Sendo assim, é possível que um idoso tenha autonomia, mas uma independência limitada. Da mesma forma, ele pode ter ambos, ser apenas independente ou ser somente autônomo.

E, apesar de o idoso geralmente não ter a mesma mobilidade da juventude e enfrentar certas dificuldade de deslocamento e na realização de afazeres de casa, isso não implica na redução da sua capacidade de decidir por si mesmo e de expressar suas vontades.

É devido à fácil confusão entre as duas condições que as famílias se antecipam e cometem o erro de julgar o idoso como uma pessoa incapaz de ter autonomia, enquanto ele pode estar apenas com sua independência prejudicada pelo envelhecimento.

Logo, cabe avaliar a capacidade do idoso de tomar decisões, e, enquanto ele ainda tiver sua autonomia preservada, respeitá-las em todos os momentos.

Como potencializar a autonomia do idoso

Esclarecida a necessidade de preservar a autonomia do idoso, cabe o questionamento: como potencializá-la no dia a dia? Há algumas medidas que podem ser tomadas para que haja esse estímulo à autonomia, como:

Incentivar a prática de exercício físico

Atividades físicas apresentam uma infinidade de benefícios para os idosos.

Elas previnem doenças como depressão, ajudam a combater e reduzir a perda da habilidade cognitiva, auxiliam o metabolismo e aliviam sintomas de certas enfermidades. Não se esqueça de que elas devem sempre ser feitas com um acompanhamento médico!

Deixar o idoso fazer suas tarefas

Em vez de tratar o idoso como incapaz, que tal dar um voto de confiança e a chance de ele fazer algumas ações do dia a dia, como tomar banho sozinho e cozinhar? Essa pequena mudança de atitude é muito importante para melhorar auto-estima e preservar a autonomia do idoso.

Promover uma alimentação saudável

Para fazer exercícios físicos, cumprir as tarefas diárias e manter a saúde em dia, a alimentação deve estar sempre balanceada.

Idosos que não se alimentam apropriadamente estão mais sujeitos ao risco de morte prematura e à perda de peso, comum na terceira idade, afetando sua independência e qualidade de vida.

Os nutrientes de uma alimentação balanceada são fundamentais para afastar e controlar doenças e para garantir a energia na terceira idade. E uma dica: montar um calendário de refeições é uma boa medida para que o idoso não perca o foco.

Incentivar a socialização

A solidão é um dos males que mais acometem os idosos, sendo responsável muitas vezes pelo desenvolvimento de doenças como depressão e demência, pela ansiedade e até mesmo pelo declínio da habilidade cognitiva na terceira idade.

Por isso, é fundamental que os idosos não deixem de interagir não só com família, mas também com amigos e vizinhos!

Atividades em grupo, como hidroginástica, yoga, clubes de tricô ou mesmo idas a cafeterias, praias, museus e outros ambientes ajudam a evitar problemas, reforçam a autonomia do idoso e também fazem com que eles cuidem melhor uns dos outros, criando um senso de comunidade e independência.

Considerar as vontades do idoso

Não adianta incentivar o idoso a cumprir todos os outros itens sem que seja mantido o verdadeiro respeito à sua autonomia.

É imprescindível que o idoso seja considerado, ouvido e respeitado. Lembre-se de que a autonomia está relacionada à capacidade de tomada de decisões, que devem ser ditadas por aquele que será afetado por elas, e não às condições de locomoção ou ao nível de coordenação motora de cada pessoa.

Agora é hora de colocar esse estímulo à autonomia do idoso em prática!

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Referências extras:

Exercise in the elderly: research and clinical practice – https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16627076

One in five elderly New Zealanders say they are lonely, study says – https://www.stuff.co.nz/national/health/99837156/one-in-five-elderly-new-zealanders-say-they-are-lonely-study-says

An overview of appetite decline in older people – https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4589891/

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