Como lidar com o preconceito na escola

13.09.2019

Os últimos anos foram de grandes avanços na legislação em favor das pessoas com deficiência. A principal delas talvez tenha sido a que garante o acesso à escola a todas as crianças. Um grande benefício para o desenvolvimento das crianças com deficiência, porém que também traz outro problema: o preconceito na escola.

Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo vive com algum tipo de deficiência. Entre essas pessoas, quase 93 milhões são crianças. Aqui no Brasil cerca de 877 mil estudantes com algum tipo de deficiência estudavam na Educação Básica em 2017.

É comum que o processo de adaptação seja conturbado, mas é preciso saber como agir corretamente para eliminar esse tipo de comportamento e reduzir, cada vez mais, o preconceito na escola.

A escola e os educadores possuem grande responsabilidade nesse trabalho de conscientização. Muitas vezes atitudes que parecem combater a exclusão acabam promovendo-a, ainda que inconscientemente. 

O ambiente escolar contribui para a formação do moral das crianças

Ao contrário do que é idealizado no imaginário coletivo, o ambiente escolar tem muito mais representatividade do que apenas a instrução formal e acadêmica.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina que todas as crianças com mais de 4 anos de idade devem estar matriculadas na educação básica. Portanto, a escola é o primeiro lugar, fora do seio familiar, no qual a criança terá trocas de experiências diversas, inclusive afetivas.

O preconceito na escola

Entre os comportamentos mais comuns nas escolas relacionados ao preconceito, os mais recorrentes são a marginalização e a segregação. Na marginalização a criança faz parte de um grupo, porém não lhe é permitido participar das atividades. Já na segregação a criança com deficiência é deixada de lado, ignorada.

Estudos já demonstraram que o preconceito tem muito mais a ver com quem pratica do que com quem é atingido. Ele surge por uma falta de empatia e a incapacidade de se identificar com o outro.

Sendo assim, não são apenas os alunos os responsáveis pelo preconceito na escola. Algumas ações adotadas pela direção das escolas podem também cooperar para que a discriminação se fortaleça.

Um exemplo dessa atitude, de acordo com o professor José Leon Crochik, do Laboratório de Estudos sobre o Preconceito (LEP), do Instituto de Psicologia (IP) da USP, é a presença de um segundo professor em sala. Geralmente os alunos percebem essa presença como um prova de que o aluno com deficiência é diferente. Isso reforça preconceitos. O ideal é que esse profissional de apoio não ficasse exclusivamente para o aluno com deficiência e sim pudesse ajudar a atender a necessidade de todos.

Outro ponto importante é a discriminação que vem de casa. Os familiares são a referência das crianças e eles reproduzem comportamentos presenciados em casa. Quando os pais acreditam que a escola perderá qualidade no ensino porque aceita uma criança com deficiência, esse comportamento passa para o filho.

Bullying na escola

Xingamentos, agressões, apelidos grosseiros ou o próprio isolamento do colega são considerados bullying. Esse comportamento não deve ser visto como brincadeira natural da idade ou como algo banal.

Quando o alvo é uma criança com deficiência o caso é ainda pior, pois elas nem sempre têm habilidade física ou emocional para lidar com as agressões. Esse tipo de comportamento é impulsionado, principalmente pela falta de conhecimento sobre a deficiência e pelo preconceito trazido de casa.

Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter esse cenário de comportamento violento é responsabilidade da escola.

A conversa aberta é um excelente caminho. Certamente uma abordagem clara e direta sobre a deficiência com as crianças elimina o medo do desconhecido, do diferente, e torna o assunto natural. As crianças passam a ver o colega com deficiência como qualquer outra criança que têm habilidades e limitações.

É normal que as crianças reajam negativamente diante de uma situação desconhecida. Entretanto cabe ao professor estabelecer limites para essas reações e conscientizar as crianças para eliminar a questão.

Estabelecer vítimas e culpados de uma situação de bullying não resolve os conflitos. O melhor a fazer é desatar os nós da tensão através do diálogo. Ampliar essa estratégia para os familiares é fundamental também.

Dicas práticas para eliminar o preconceito na escola

  • Converse sobre a deficiência do aluno na presença dele;
  • Adapte a rotina para facilitar a aprendizagem sempre que necessário;
  • Promova conversar com os familiares sobre bullying e inclusão;
  • Exiba filmes e adote livros que mostrem pessoas com deficiência em situações cotidianas e positivas;
  • Foque nas habilidades e capacidades de aprendizagem do aluno com deficiência;
  • Elabore um projeto de prevenção e ação contra o bullying na escola;

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