Como garantir um envelhecimento com qualidade de vida

18.07.2018
Envelhecimento com qualidade de vida

Até alguns anos atrás, falava-se muito pouco sobre envelhecimento. Como grande parte da população brasileira era jovem, a pauta não provocava tanto interesse e o tema parecia esquecido.

No entanto, o assunto tem ganhado cada vez mais atenção, especialmente nos últimos 30 anos!

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil será um dos países com o maior número de idosos do mundo até 2050. E, com uma população de idosos cada vez maior, a preocupação com o envelhecimento com qualidade de vida também aumentou.

O grupo de especialistas no assunto da OMS define “qualidade de vida” como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto de sua cultura e dos sistemas de valores da sociedade em que vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações em geral”.

Segundo eles, o conceito envolve três aspectos essenciais:

  • A subjetividade;
  • A multidimensionalidade;
  • A presença de dimensões positivas e negativas.

Ou seja: a qualidade de vida está associada à sensação de bem-estar, autonomia, independência, satisfação pessoal e individualidade, especialmente durante o processo de envelhecimento.

Gerontologia: o estudo do envelhecimento

Embora o termo gerontologia tenha sido usado pela primeira vez em 1903, a gerontologia contemporânea, enquanto campo científico de estudo, só passou a se destacar mesmo a partir dos anos 1990.

A palavra gerontologia deriva do grego geron, que significa “homem velho”, e logia, que significa “estudo de”. Cabe lembrar que ela é diferente da geriatria, que é o campo da medicina que se especializa no tratamento de idosos – e não no estudo dessa parte da população.

O gerontólogo estuda o envelhecimento focando em quatro processos diferentes:

  • Envelhecimento cronológico, definido através dos anos vividos por uma pessoa;
  • Envelhecimento biológico, que se refere às mudanças físicas dos órgãos;
  • Envelhecimento psicológico, no qual estão inclusas as mudanças que ocorrem nas capacidades cognitivas e na personalidade do indivíduo;
  • Envelhecimento social, que se refere à mudança de papel e nos relacionamentos de uma pessoa com amigos, família e sociedade.

O gerontólogo costuma ser o responsável pelo desenvolvimento e pela coordenação de programas e serviços voltados para idosos. E, por estudarem e observarem essa população de perto, também ajudam a orientar sobre como envelhecer com qualidade de vida.

O que significa falar em envelhecimento com qualidade de vida

Diversos critérios avaliam a qualidade de vida na terceira idade. Entretanto, cabe ressaltar que essa fase da vida, assim como todas as outras, não é homogênea para todos: existem muitos padrões de envelhecimento e muitas formas de vivê-lo com qualidade de vida.

Muitas vezes, comete-se o erro comum de acreditar que existe uma regra ditando o que é ter qualidade de vida – mas isso é subjetivo e varia de pessoa para pessoa.

Uma pesquisa realizada em 2008 com 12 idosas na cidade de Erechim, no Rio Grande do Sul, teve como objetivo buscar responder o que os próprios idosos consideram envelhecer com qualidade de vida. Entre os fatores citados por elas, estão:

Manter as amizades e bons relacionamentos

Após se aposentarem, muitos idosos se deparam com o isolamento social e se sentem desestimulados. Contudo, o ser humano, como ser existencial, necessita se relacionar e manter uma convivência afetiva com os outros, e isso não muda com a idade!

Receber apoio da família

O idoso não só precisa se sentir cuidado pela família, como também quer continuar contribuindo na educação dos filhos e dos netos.

Esse item também apareceu em outro estudo, realizado em Botucatu (SP) com 365 idosos, no qual verificou-se que 49% dos idosos entendiam que para preservar a qualidade de vida na velhice é necessário manter os vínculos familiares.

Ter saúde

É natural que ocorram alterações funcionais nos sistemas do corpo, mas receber o cuidado e tratamento necessário para contornar deficiências é fundamental para um envelhecimento com qualidade de vida.

Ter autonomia

O fato de uma pessoa ser idosa não impede-a de exercer o livre arbítrio. É importante reconhecer as capacidades do idoso e estimulá-lo a desfrutar de seus direitos como cidadão, além de diferenciar bem a autonomia da independência durante a terceira idade.

Poder passear

O envelhecimento com qualidade de vida passa muito pela capacidade do idoso de permanecer ativo, passeando e se divertindo sempre que possível.

Para isso, é necessário não só o suporte da família para contornar possíveis limitações (motoras, por exemplo), mas também políticas públicas que incluam e amparem os idosos em programações culturais.

Ter acesso a uma alimentação adequada

Estudos mostram que alimentos antioxidantes, como cacau, soja, chá verde, linhaça, cenoura e  suco de uva reduzem a ação dos radicais livres no organismo. Além isso, alimentos ricos em selênio também fortalecem o sistema imunológico.

Os desafios para garantir um envelhecimento com qualidade de vida

Mesmo compreendendo os aspectos relevantes para um envelhecimento com qualidade de vida, nem sempre garantir que eles ocorram é uma tarefa simples.

Apesar da criação de leis de amparo aos idosos, que demonstram uma preocupação cada vez maior com essa faixa etária, pouco tem sido feito de fato para viabilizar os direitos garantidos por leis.

Até mesmo as iniciativas de caráter privado tendem a focar mais no assistencialismo, em uma tendência de reduzir a independência e autonomia do idoso e favorecendo seu isolamento da sociedade.

Em 2002, na Assembleia Mundial Sobre Envelhecimento Humano, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), foram definidas diretrizes estratégicas para orientar as políticas públicas voltadas aos idosos. Entre as prioridades, estão:

  • A necessidade de as sociedades ajustarem suas políticas e instituições para que a crescente população idosa seja uma força produtiva em benefício da sociedade;
  • A promoção da saúde e do bem-estar para todo o ciclo da vida;
  • A criação de contextos propícios e favoráveis que promovam políticas orientadas para a família e para a comunidade como base para um envelhecimento seguro.

Às vezes, o idoso possui condições específicas que o faz necessitar de acompanhamento mesmo em momentos simples, como um passeio ao ar livre, mas nem sempre a família ou seus amigos conseguem acompanhá-lo; em outros casos, essas pessoas não se sentem aptas a ajudarem o idoso sozinhas.

Para esses e outros casos, existem alternativas para evitar que a qualidade de vida do idoso seja comprometida: é possível encontrar empresas que oferecem serviços de transporte adaptado com cuidadores treinados para oferecer ao idoso um momento de descontração com a maior segurança possível, por exemplo, ou então para levá-los de forma adequada para consultas e demais procedimentos de saúde.

E a Essence é uma dessas empresas, oferecendo este tipo de serviço para Recife e região! Para conhecer nossas opções, assista ao vídeo abaixo e clique aqui para saber mais e solicitar seu orçamento. Estamos esperando por você!

 

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1 comentário em “Como garantir um envelhecimento com qualidade de vida”

  1. Nunca se falou tanto do envelhecimento, graças à revolução da tecnologia da informação democratizando informações, experiências, estudos em diversas áreas do saber, proporcionando as relações intergeracionais e aumentando as possibilidades para uma revolução a longevidade

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