Os dez maiores avanços da medicina na última década (2000 – 2009)

16.09.2016

A rede americana ABC News realizou uma pesquisa com esta finalidade – identificar os principais avanços médicos dos últimos anos. Foram consultados 800 cientistas em vários países do mundo que opinaram sobre o tema. O resultado você vê a seguir:

FONTE: FOLHA PE

A rede americana ABC News realizou uma pesquisa com esta finalidade – identificar os principais avanços médicos dos últimos anos. Foram consultados 800 cientistas em vários países do mundo que opinaram sobre o tema. O resultado você vê a seguir:

1 – A descoberta do genoma humano – As pesquisas se intensificaram a partir do ano 2000. Foram liberados os resultados parcialmente em 2003 e depois em 2007. O número de genes da nossa espécie foi calculado em torno de 27.000. A expectativa de sua utilidade, inicialmente, foi menor do que se esperava. Acreditava-se que o componente genético seria decisivo para o surgimento ou não da maioria das doenças. Caso isto fosse inteiramente verdadeiro, a revolução na prática médica seria formidável. Como, por exemplo, não se gastariam recursos na realização das mamografias em mulheres que estivessem geneticamente protegidas contra o câncer de mama. Da mesma maneira, não se faria uma endoscopia digestiva precoce no caso que o seu genoma mostrasse a possibilidade da doença surgir. O que se observou é que na grande maioria das doenças os genes indicam apenas uma propensão e os fatores ambientais farão com que a doença apareça ou não. Nos casos de tumores de mama e do ovário, as mulheres portadoras de determinados genes têm 80% de desenvolver câncer nestes orgãos. Porém, em mais de 90% das que apresentam estas doenças aqueles genes não estão presentes. O genoma trouxe importantes progressos na prática médica, mas ainda tem muito que contribuir.

2 – Tecnologia das informações – Mudou por completo a forma da prática medica. A necessidade da busca cansativa nas bibliotecas, das dúvidas que surgem no exercício profissional, hoje quase sempre são respondidas de imediato. Através do modernos aparelhos da tecnologia da informação – computador, tablet, smartphones, etc. Estes progressos também permitem que o profissional se mantenha atualizado mesmo distante dos grandes centros. Esta revolução causou uma grande redução nas vendas de livros médicos. Eles “envelhe­cem” muito rapidamente.

3 – Campanhas anti-fumo em muitos países – A proibição do fumar em um núme­ro cada vez maior de lugares promoveu redução importante do tabagismo. Mui­to embora aquém do desejável, principalmente entre os mais pobres, entre os africa­nos, os chineses e as mulhe­res. Porém, a diminuição da incidência do vício já contri­buiu para redução de vários tipos de câncer e da mortali­dade por doença cardiovascular.

4 – Diminuição da incidência e da mortalidade das doenças cardiovasculares – Elas ainda são a maior causa de mortalidade em muitos países do mundo. Porém, grandes progressos foram feitos na ultima década. Há melhores recursos no tratamento do evento agudos. Drogas que quando usadas precocemente são capazes de restabelecer o fluxo em uma artéria obstruída. Novas drogas muito mais eficientes para o tratamento das arritmias, das hiperlipidemias, do diabetes e da hipertensão arterial, etc, muito contribuí­ram para a redução da mortalidade por este tipo de problema. Também têm lugar de destaque as novas técnicas cirúrgicas. Em resumo, a possibilidade de mor­te por doença cardiovas­cular é mais de 40% me­nor do que era nos anos 1990.

5 – Células tronco – Excepcional progresso. O uso de células que podem se diferenciar de qualquer uma – a perspectiva de seu emprego é imensurável. Mas ainda não se conseguiu tecnologia que permitisse até hoje sua indicação terapêutica para alguma doença. As pesquisas prosseguem e, no futuro, esperamos ser brilhantes.

6 – Oncoterapia – Progressos notáveis que permitiram melhora do prognóstico de muitos tipos de câncer, com importante redução da mor­talidade a partir de análise das células tumorais, pro­movendo melhor escolha da droga para o tipo de tumor.

7 – HIV – A descoberta de no­vas drogas, o seu uso cada vez mais precoce e a sua utilização em associação a medicamentos, transformaram a sua evolução, de condenação à morte rápida para se tornar uma doença crônica. Diminuição da mortalidade e do número de contaminados. Há muito ainda a ser feito

8 – Técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, robotizadas ou não – Mais segurança, melhor acessibilidade, maior eficiência.

9 – Hormônio da menopausa: mais câncer de mama e doenças vasculares – Duran­te dez anos, e até 1993, o hor­mônio feminino da menopausa era a droga mais pres­crita nos EUA. Naquela ocasião, se aventou a possibilidade destes efeitos colaterais. Uma pesquisa patrocinada pelo governo americano com milhares de mulhe­res confirmou que o uso da medicação aumentava, en­tre outro efeitos colaterais, a incidência de eventos coronários e do câncer de ma­ma. Isto acarretou expressiva redução nas prescrições. Ultimamente, uma cor­rente vem defendendo seu uso em mulheres até 55 anos de idade e, por um período não prolongado, me­nor que cinco anos. Argumen­ta-se que nestas condições não existiriam aqueles indesejáveis efeitos colaterais.

10 – Estudo do funcionamento do cérebro – Uma técni­ca denominada de MRI per­mite através de imagem estudar o funcionamento do cérebro sob várias circuns­tâncias. A técnica utiliza o consumo de oxigênio das áreas estudadas. Tecnologia tem uma potencialidade muito grande no melhor conhecimento do funcionamento do cérebro na saúde e na doença.

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