Perda da audição em idosos pode aumentar chances de depressão

13.09.2019

Com o passar do tempo, algumas funções do nosso organismo podem ter seu funcionamento comprometido. Uma das principais, certamente, é audição. E pesquisas indicam que a perda de audição em idosos contribui para o aumento do risco de depressão.

Em um estudo realizado com mais de cinco mil pessoas com idade superior a 50 anos, foram feitos testes de audição e analisados sintomas da depressão. Os pesquisadores revelaram quem pessoas com perda da audição leve apresentavam duas vezes mais propensão a ter sintomas de depressão do que aqueles com audição normal.

No caso das pessoas com perda auditiva severa, o índice era de quatro vezes mais chances de ter depressão.

Relação entre a perda da audição em idosos e a depressão

A análise dos resultados nos mostra uma conclusão importante, idosos com perda auditiva se isolam do convívio social. A falta de tratamento adequado prolonga a exposição do idoso a essa condição de isolamento e, com o tempo, a depressão se instala, frequentemente.

Outra pesquisa realizada no Canadá mostrou que a cada 10 decibéis de perda auditiva existe um aumento em mais de 50% no risco de isolamento social e também aumenta o risco de demência.

Causas da perda de audição em idosos

A audição dos idosos pode ser prejudicada, principalmente, por dois fatores: a degeneração das células do ouvido ou por confusão mental, quando o idoso escuta e não consegue compreender o que é falado.

O aparelho auditivo é indicado para o primeiro caso, já que com ele há a amplificação da audição. Para quem sofre com a confusão mental o aparelho não gera efeito. A maioria dos pacientes descreve o aparecimento de um zumbido, o que aumenta a desorientação. Depois de algum tempo a pessoa desiste de utilizar o aparelho.

Estudos indicam que a perda auditiva inicia entre os 44 e 54 anos, na maioria dos casos, sendo que 11 % das pessoas nessa faixa etária apresentam o problema. O percentual sobe para 25% na faixa etária entre 55 e 65 anos e segue progressivamente com o aumento da idade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um terço das pessoas com idade acima de 65 anos apresentam dificuldades para ouvir. Quando aumentamos a idade para 75 anos, esse índice chega a 50%. 

Acredita-se também que fatores hereditários e a exposição crônica aos ruídos ao longo da vida podem contribuir com o problema.

Principais sintomas da perda auditiva

  • Começam a falar muito alto porque não escutam a própria voz;
  • Assistem à televisão sem atenção, ou aumentam muito o volume;
  • Tornam-se alheios ao convívio social, evita encontros ou saídas de casa;
  • Sentem dificuldade em falar no telefone;
  • Não respondem quando são chamados;
  • Fazem perguntas repetidas e perdem-se nas conversas;

Apoio familiar e paciência são fundamentais

O incentivo para procurar ajuda médica é fundamental. Entretanto o idoso precisa compreender a necessidade do tratamento e quanto antes começar, melhor. O exame de audiometria é o indicado para avaliar a perda auditiva do paciente.

A surdez é uma experiência solitária. Para amenizar as dificuldades é preciso que as pessoas próximas saibam como lidar com a situação.

A paciência também é importante. Não adianta gritar, o que piora a situação. O correto é falar mais devagar, de frente para o idoso e de forma fácil de ser compreendida por leitura labial, principalmente nos casos de confusão mental.  

A perda de audição em idosos faz eles se sentirem inúteis perante a família. Por isso é importante que haja um tratamento multidisciplinar que envolve otorrino, fonoaudiólogo e psicólogo. Cada paciente deve receber um tratamento individualizado.

O processo de adaptação ao aparelho auditivo também é importante e deve ser orientado pelo fonoaudiólogo.

Um dos principais desafios é diagnosticar a perda de audição em idosos precocemente e, dessa maneira, evitar que a pessoa chegue ao estágio da depressão. A família é fundamental para insistir e motivar o idoso a usar o aparelho.

Nos casos em que a depressão já está presente, é preciso buscar ajuda psicológica ou psiquiátrica. Dessa forma o idoso poderá voltar a ter uma vida normal.

Com esses cuidados a qualidade de vida do idoso com perda auditiva certamente será muito melhor e a convivência com a família também.

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