Tipos de deficiência motora: conheça quais são

06.09.2019

No Brasil, cerca de 45 milhões de pessoas possuem alguma deficiência física. Uma parcela importante da população que possui um dos tipos de deficiência motora e que ainda precisa de atenção e de mais políticas públicas que atendam suas necessidades.

Cada pessoa é diferente da outra porém, quando falamos de pessoas com deficiência, as diferenças são ainda maiores. Ainda há preconceito, que muitas vezes é gerado pela falta de conhecimento sobre a deficiência e suas limitações.  

Por isso hoje vamos falar sobre os tipos de deficiência física motora para ajudar a esclarecer algumas dúvidas e facilitar a compreensão sobre as necessidades dessas pessoas.

O que é deficiência física?

A deficiência física é a alteração parcial ou total de partes do corpo que compromete a função física da pessoa e o desempenho de funções. Podem ser consideradas deficiências físicas motoras todas as condições que fazem a pessoa ter dificuldades ou que a impeçam de realizar algum movimento.

As alterações que caracterizam a deficiência física motora podem ser causadas na estrutura óssea, nos grupos musculares, entre outras partes do corpo.

Tipos de deficiência motora

·         Monoplegia

A monoplegia acontece quando um único membro é acometido por uma paralisia, podendo ser membro inferior ou superior. A monoplegia também pode se referir à paralisia de um grupo de músculos.

É comum que a monoplegia aconteça por causa de lesões do sistema nervoso como encefalite, esclerose múltipla, traumatismo craniano e AVC. A má formação congênita também pode causar a monoplegia. Entretanto, em alguns desses casos é possível realizar cirurgias locais para reduzir as dores e melhorar a mobilidade da pessoa.

Em alguns casos a monoplegia pode ser tratada, havendo recuperação total ou parcial da parte do corpo prejudicada.

Embora seja uma forma mais branda de deficiência, as pessoas com monoplegia precisam manter acompanhamento médico para promover a reabilitação adequada.

·         Hemiplegia

A hemiplegia é a paralisia de um dos lados do corpo, ou seja, do lado direito ou do lado esquerdo. Ela pode ser congênita, por problemas na gestação, por exemplo, ou adquirida, resultado de um AVC, esclerose ou tumores neurológicos.

Em casos mais graves a pessoa com deficiência pode desenvolver dificuldades para se alimentar, por não conseguir mover os músculos envolvidos.

·         Paraplegia

Certamente esse é um dos tipos mais conhecidos de deficiência física motora. Ela ocorre quando há perda dos movimentos dos membros inferiores. Ela sempre é resultado de lesões na medula que podem ocorrer por doenças infecciosas, doenças degenerativas ósseas, doenças congênitas ou traumatismos na medula espinhal, principalmente decorrentes de acidentes.

Quando não há corte na medula espinhal, pode haver reversão do quadro. Entretanto, para isso é preciso intensa atenção médica e um forte trabalho de reabilitação.

A paraplegia pode ser dividida em flácida, quando há perda de tônus muscular, ou espástica, quando há aumento anormal do tônus, a hipertonia.

As pessoas paraplégicas necessitam de cadeira de rodas para se locomover e de acessórios para melhorar o conforto e as dores causadas pelos longos períodos sentadas.

·         Tetraplegia

A tetraplegia afeta os membros superiores e os inferiores, em consequência de lesão medular alta. Quando afeta os quatro membros temos a quadriplegia, que é consequência de lesão encefálica.

Contudo, ambas geram o mesmo resultado prático, sendo diferenciadas apenas pela causa. A tetraplegia é causada por traumatismos entre a primeira e a sétima vértebra cervical.

Em muitos casos de tetraplegia, a pessoa precisa de ajuda para realizar atividades básicas e também e aparelhos para respirar. Mas existem casos em que o tratamento permite a recuperação parcial.

·         Amputação

A amputação significa que uma parte do corpo foi totalmente separada, seja através de acidente ou por cirurgia. Quando a separação é acidental é chamada de amputação traumática.

A amputação por cirurgia pode ser necessária para tratamentos de trombose, câncer ou outras doenças que afetam as extremidades do corpo e que podem comprometer órgãos vitais.

Quem sofreu algum tipo de amputação precisa manter acompanhamento médico e psicológico. Dessa forma será mais fácil lidar com efeitos possíveis, até mesmo como dores no membro perdido.

Na maioria dos casos de amputação de membros superiores ou inferiores é possível implantar uma prótese. Isso ajuda a retomar as atividades normais.

Em todos os tipos de deficiência motora o corpo reage de uma maneira diferente aos tratamentos propostos. Contudo, o importante é focar no processo de recuperação e evitar comparações.

A ciência e a medicina estão sempre em evolução. Portanto, estão em constante busca de novas soluções para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência.

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