Como escolher um cuidador de idosos

24.05.2019

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a população de idosos no mundo chegará a 2 bilhões de pessoas até 2050, representando cerca de 20% das pessoas do planeta.

No Brasil os números seguem o mesmo ritmo. Em 2016 tínhamos a quinta maior população idosa do mundo. E a previsão é de que em 2030 esse número ultrapasse a quantidade de crianças de 0 a 14 anos. O aumento da expectativa de vida vem provocando essa inversão. Entre 1980 e 2013 esse número aumentou de 62,7 para 73,9 anos, de acordo com o IBGE.

Ainda falando sobre Brasil, cerca de 80% dos mais de 26 milhões de idosos possuem pelo menos uma doença crônica. O processo de envelhecimento acompanhado de doenças crônicas frequentemente causa limitações funcionais e exige diversos cuidados.

Com a vida atribulada da maioria das pessoas, nem sempre é possível dispor de alguém da família para auxiliar o idoso em todas as atividades. Sendo assim, muitas vezes existe a necessidade de contratar um cuidador.

O cuidador de idosos é uma profissão reconhecida pelo Código Brasileiro de Ocupações (CBO) e uma atividade de grande responsabilidade. Os cuidadores de idosos desempenham suas funções de acordo com objetivos estabelecidos pela família ou instituição responsável. 

Suas principais funções incluem zelar pelo bem-estar, alimentação, higiene pessoal, saúde e lazer da pessoa assistida. É importante lembrar que o cuidador de idosos jamais substitui os cuidados dos profissionais de saúde que assistem a pessoa.

Sendo um familiar ou alguém contratado, é importante que essa pessoa tenha pré-requisitos fundamentais para cuidar de maneira adequada. Portanto, na hora de contratar um cuidador é importante considerar algumas questões.

Competências técnicas do cuidador de idosos

O conhecimento técnico deve ser adquirido através de cursos de capacitação específicos para essa profissão. Esses cursos abordam os principais temas sobre o processo de envelhecimento, autonomia, capacidade funcional, organização domiciliar e muitas doenças.

O cuidador deve aprender a ser um agente facilitador para o envelhecimento com dignidade e respeito.

Competências pessoais do cuidador de idosos

Educação, boas maneiras, boas condições de saúde, preparo físico, boa higiene pessoal e preparo emocional são fundamentais para desempenhar suas funções no dia a dia.

A tendência é de que os idosos necessitem de mais cuidados e esforço físico do cuidador ao longo do tempo. Sendo assim é fundamental que este deve estar com sua saúde adequada para suportar a carga de cuidados.

Outra questão importante é a flexibilidade do cuidador em se adaptar a costumes familiares diferentes e respeitar a privacidade. Ter paciência e sensibilidade também é fundamental já que, frequentemente, o idoso terá apenas o cuidador como companhia.

Demonstrar interesse em contribuir com o bem-estar do idoso é essencial para propor atividades de interesse e para tornar o cotidiano mais agradável.

Escolhendo o cuidador

Se a opção for contratar um cuidador é fundamental ter referências da pessoa, e verificar se já trabalhou em outras casas. Na hora da entrevista é importante perceber se a pessoa demonstra ser calma, paciente, mas também proativa em emergências.

Pontualidade, responsabilidade, comprometimento e criatividade também são importantes. É importante que o cuidador tenha mais de 18 anos, e o ensino fundamental completo, no mínimo, é interessante.

Cursos de capacitação preparam o cuidador para diferentes tipos de necessidades, mas nem sempre ele possui perfil para determinados casos. É preciso que o cuidador tenha essa consciência e saiba qual perfil de idoso tem aptidão para cuidar.

Caso o idoso precise de cuidados especializados, certamente o médico responsável orientará a família sobre a contratação de profissionais com capacitação específica.  Em muitos casos pode haver necessidade de profissionais de enfermagem, por exemplo.

Durante a entrevista converse sobre carga horária, o grau de dependência do idoso, atividades que deverão ser desenvolvidas, folgas e direitos trabalhistas.

Após a escolha do cuidador, também é importante observar o comportamento do idoso. Mudanças de comportamento repentinas precisam ser avaliadas.

Com essas observações será mais fácil escolher uma pessoa capacitada e adequada para cuidador do idoso. Lembre-se sempre de garantir que o idoso tenha todas as condições de bem-estar e a independência possível a ele.

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