Como identificar os primeiros sintomas de derrame cerebral (AVC)

26.12.2017

A ajuda médica imediata é fundamental para limitar os danos ao cérebro, muitas vezes devastadores, de pacientes que sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC) –conhecido também como derrame cerebral. Tal intervenção pode, de fato marcar a diferença entre ter uma lesão cerebral leve ou uma grave incapacidade ou até morte.

No entanto, a maioria das pessoas que sofre deste mal não identifica o que está acontecendo no momento de um derrame e deixa de buscar ajuda mesmo várias horas depois dos primeiros sintomas.

Sintomas de alarme

O sintoma mais comum de um derrame é a fraqueza repentina no rosto, no braço ou na perna, quase sempre em um lado do corpo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), é preciso chamar imediatamente os serviços de emergência caso seja notado algum dos seguintes sintomas:

  • Paralisação no rosto: Uma parte do rosto pode parecer “pendurada”. O paciente pode não sorrir, ou a boca e o olho podem parecer flácidos.
  • Fraqueza nos braços: Uma pessoa que está sofrendo um AVC pode não ser capaz de levantar os dois braços e mantê-los suspensos. Ela pode, por exemplo, sentir-se fraca ao levantar um copo. Outro sinal de alerta é a dormência no braço.
  • Dificuldade na fala: O paciente pode perceber sua fala lenta, articular mal as palavras ou dizer coisas confusas e incoerentes. Algumas pessoas podem ficar totalmente incapazes de falar, apesar de estarem acordadas.

Outros sintomas que precisam de atenção são problemas súbitos com um ou ambos os olhos; dificuldade repentina em andar; tonturas; perda de equilíbrio ou falta de coordenação; dor de cabeça súbita e severa; confusão e problemas de percepção.

O que ocorre durante um derrame?

Como todos os órgãos, para funcionar corretamente, o cérebro precisa do oxigênio e dos nutrientes que o sangue carrega. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando esse fluxo sanguíneo é interrompido.

Isso pode acontecer devido a um coágulo que bloqueia a passagem do sangue ou a ruptura de um vaso sanguíneo no cérebro.

Recomendações chave

Recomenda-se monitorar a taxa de batimentos cardíacos por minuto. A fibrilação atrial, um distúrbio do ritmo cardíaco que gera batimentos irregulares, pode multiplicar o risco de AVC em cinco vezes.

Além disso, é importante estar atento e pedir ajuda médica se houver um miniderrame, conhecido na medicina como acidente isquêmico transitório (AIT). Neste caso, os sintomas são os mesmos, mas temporários, e desaparecem antes das 24 horas. Às vezes, podem durar apenas alguns minutos.

Números

Em 2015, um relatório da organização britânica Stroke Association alertou para um crescimento “preocupante” da incidência de AVCs entre homens e mulheres mais jovens, com idade entre 40 e 54 anos.

No Reino Unido, foram registrados, em 2014, 6.221 homens vítimas de AVC nesta faixa etária – um aumento de 1.961 casos em comparação a 2000. Entre as mulheres, foram 1.075 casos a mais.

Segundo especialistas, o aumento se deve a hábitos de vida menos saudáveis – como o aumento da obesidade, sedentarismo e dietas pobres -, além do crescimento populacional e mudanças nos hospitais.

Fonte: Viva Bem

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